Helena, uma garota de 15 anos, cujo seu grande sonho é encontrar seu amor verdadeiro. Em várias aventuras, ela percebe que está prestes a encontrar alguém que lhe faça feliz. Mas o que a deixa triste é saber que para chegar a um amor verdadeiro, há várias barreiras , e com sua grande bravura sai pela imensa cidade de Nova York .
Capítulo I
Dia 26 de novembro de 1931, é aniversario de Helena, uma grande garota romântica , que faz seus 15 anos. Um dia de felicidade, alegria, Helena como uma adolescente normal, ansiosapara abrir seus presentes, se depara com um em especial, e logo vai até ele, quando chega perto olha de um lado, olha de outro, e por incrível que pareça este presente não tem remetente. Helena ansiosa, abri o presente.
- ...Que magnifico!!!! Diz Helena, surpreendida ao ver seu presente.
Era um lindo caderno cheio de brilho, e dentro dele havia um recado que dizia:
“Onde uma verdadeira história começa, Onde se revela seus verdadeiros sentimentos”.
Helena fica meio assustada, Sem entender absolutamente nada ,vai até seu quarto guardar o caderno e volta para a festa sem se importar muito com ele , e o deixa jogado num canto escuro de seu quarto. Voltando para sua festa, é hora de cantar os parabéns! E sua mãe á chama:
-Venha Helena, vamos cantar os parabéns agora querida.
Helena, com seu sorriso alarmante vai correndo ao redor de sua mãe. Após os parabéns Helena vai se descansar um pouco, pois havia comido muito em sua festa e estava cansada. Ao chegar em seu quarto, deitou-se em sua cama, e logo pegou em um sono.
Helena, cansada abre os olhos com uma luz muito forte em seus olhos, Quando ela vai vê o que é aquela luz se depara que é seu caderno, aquele que ela não se importou . Ao abrir o cadernoela...
... Vê seus sonhos e uma voz sai de dentro do caderno dizendo:
-Minha jovem sonhadora, o que procura?
Helena assustada, mais muito corajosa responde:
-Procuro aonde vem essa luz...
- Ah assim, essa luz é de mim, Sou um caderno mágico, e estou aqui para realizar seus desejos. Responde o caderno.
Helena, achando que estava sonhando, responde:
- Isso é impossível! Como você poderia realizar meus desejos? Você é um mero caderno que brilha no escuro.
Após responder com um tom de desprezo ao caderno, o caderno responde:
-Minha jovem, você não acredita em seus sonhos?... Se quiseres que seus sonhos se realizem é bem fácil... Escreva em mim uma história, com seus sonhos, que após a ultima escrita realizarei seu sonho.
Helena, não muito confiante, fecha o caderno, coloca uma coberta em cima dele, e volta a dormir.
No dia seguinte, Helena desce correndo as escadas e conta para sua mãe que seu caderno falou com ela. A mãe achando que sua filha estava brincando, nem ligou para o que ela disse, e foi logo falando:
-Helena, vai se arrumar que já está atrasada para a escola.Você não é mais criança para ficar falando essas coisas absurdas meu bem.
Helena, sobe para seu quarto com a cabeça baixa. E acha que sonhou mesmo com aquele caderno e vai para escola. Ao chegar em casa de tarde, Helena resolve escrever no caderno sua vida, e seus sentimentos, fazendo daquele mero caderno seu diário...
Helena, era uma jovem adolescente, que era apaixonada pela vida, Mas que além de querer varias coisas como uma adolescente normal, ela queria conhecer um sentimento verdadeiro, o sentimento de amar alguém inexplicavelmente! E assim, ela começou a escrever em seu caderno...
Helena, era uma garota muito sincera com seus sentimentos. Quando começou a escrever em seu caderno , quis escrever sobre os tempos passados, sua infância ,e sobre seu imenso amor deixado aos 8 anos. E assim começa sua história! Uma história onde você ira se surpreender.
Lembro-me dos meus tempos passados, onde morava em uma fazenda no Texas, onde vivia com meus pais. Eu era uma linda garota de uma beleza estonteante que se surgia cada vez que crescia. Era de uma família muito pobre. Lembro-me que era muito sozinha !brincava com minhas bonecas de pano, e fazia daquela solidão, um belo conto de fadas. Em uma tarde chuvosa, ouvi uns gritos! Como se tivesse alguém apanhando. Parecia que vinha do quarto de meus pais, e fui logo correndo para ver o que seria. Corri para o corredor, a porta estava entre aberta e presenciei os gritosalarmantes que vinha do quarto de meus pais...
Era meu pai, que acabara de chegar embriagado, e havia batido em minha mãe que estava lançada ao chão. Assustei-me ao ver aquela sena, pois nunca havia presenciado aquela terrível sena. Quando voltava para meu quarto com os olhos encha dos, de tanto chorar, ouvi um barulho que me chamou muito a atenção, era um velho Calhambeque que se aproximava. Era o dono da fazendaque acabava de chegar da casa de sua irmã que morava no Brooklyn. Na manhã seguinte, com um sol abrasador, me deparo com um garoto, de cabelos loiros, cheio de sardas pelo rosto, rasgando minhas únicas bonecas de pano. Como eu era uma garotinha um pouco invocada, sai correndo aos gritos, até chegar no campo, onde o garoto ao ouvir minha voz saiu correndo dando risada e levando minhas bonecas. Sai correndo atrás dele chorando, e pedindo que me devolvesse minhas bonecas, mas o garoto não quis nem saber, subiu em uma arvore enorme de mangas e me dirigiu a palavra, dizendo:
- ... O que a deixa triste magrela? Chora por causa de suas bonecas sujas?
Naquele momento fiquei vermelha de ódio, pois além de estar com minhas bonecas ainda me chamou de magrela , mas não deixei barato, fui logo dizendo:
-Magrela? , eu não sou magrela... Choro porque quero minhas bonecas seu garoto com sardas, me devolve imediatamente, se não...
Nem bem consegui termina minha frase e ele me interrompe falando:
-Se não o que? Vai subir ate aqui e me bater?
Eu fiquei tão emburrada que sai correndo, deixando para trás minhas bonecas, e corri para meu quarto, até que ...
Minha mãe que estava costurando as roupas do senhor Aloisio o dono da fazenda, me escuta chorando, e vai correndo ver o que havia acontecido. Chegando em meu quarto minha mãe senta levemente sobre minha cama, coloca suas mãos sobre minha cabeça e me pergunta:
-Querida o que houve?
Eu meio soluçando, respondo:
- ...Meni...ino ... pego mi...minhas ... Bone..necas ....
Minha mãe me virou e com seu gesto de carinho, passou suas mãos em meus longos cabelos castanhos e começou a cantar uma linda canção de ninar até que pego em um sono.
Após eu dormir, minha mãe sai de meu quarto e volta a costurar as roupas do senhor Aloisio. E quanto ao meu pai? , Bem ele passava o dia todo na fazenda cuidando das plantações do senhor Aloisio, e quando saia mais cedo do trabalho ia ao bar beber, chegava em casa e batia em minha mãe que esperava ele para o jantar. Era assim quase todos os dias. Na manhã de sexta-feira sai com meu pai para andar de cavalo, ouso um choro, fraquinho, e rouco, peço para meu pai que me esperasse com os cavalos que logo o seguiria, e fui seguir aquele choro. Adivinha só o que era, era aquele menino que rasgou minhas bonecas, estava em um canto chorando. Fui até ele para saber o motivo que o fazia chorar. O garoto com muito desprezo me empurrou e saiu correndo. Não entendi nada sobre o porquê do choro, e fui atrás de meu pai. Meu pai e eu saímos para andar no vale que havia ali do lado da fazenda, andamos de cavalo a tarde toda, quando chegamos em casa, lá estava minha mãe que havia adormecido em cima dos lençóis de cama. Acordei-a com vários beijos, mas ela estava muitoquente, e chamei meu pai, que foi correndo medir sua temperatura, ela estava com febre, pois naquele tempo tinha muitos casos de gripes fortes. Mas ela logo ficou bem, tomou os remédios que o senhor Aloisio lhe receitou, pois por sorte ele era médico, e disse que eram normais aquelas febres e dores no corpo.
Na manhã de sábado, estava sentada na varanda de minha casa, quando aquele menino chega perto de mim e senta do meu lado, e me pergunta:
-Você mora por aqui?
Eu sem entender nada o porquê dele vir falar comigo, pois sempre que tentava chegar perto dele ele me ignorava, respondi com um pouco de vergonha:
-Moro nessa casa aqui.
-Ah! Você é filha da senhora e do senhor Rutterfordyne ?e ele me responde com um sorriso lindo e encantador. E me pede desculpas pelo ato mal educado que havia me feito. Após esse dia, não parei de pensar no sorriso dele, e nos viramos velhos amigos, apesar dele ser um pouco de lua, tem dia que esta bem, tem dia que nem se quer me fala um “oi”.. Isso me deixou um pouco confusa no começo, Pois não sabia quando poderia falar com ele sem que ele me insulte.
Na noite de quarta-feira, estava lá, eu e ele sentados ao lado do lago da fazenda, conversando, quando minha mãe desesperadamente grita:
-Socorro!! Socorro!!....Alguém me ajuda.
Os gritos dela me assustaram, e sai correndo para ver o que tinha acontecido, e lá estava o senhor Aloisio entrando correndo em minha casa, e sua mulher me segurando para não entrar, não entendia o porquê de tanto mistério, o porquê não poderia entrar em casa. A senhora Elizabetty mulher do senhor Aloisio me levou para dentro de sua casa, e me contou uma história linda de fadas, que acabei dormindo. Na manhã seguinte acordo com aquele menino olhandopara mim, eu não entendendo nada, fui levantando de fininho da cama e o garoto me falou:
- Magrela melhor você ficar aqui, aconteceu um terrível acidente. Eu como não parava em lugar nenhum, sai correndo e fui ate minha casa, quando chego lá, todos estava chorando por volta de um caixão enorme, quando chego lá, minha mãe me abrasa forte e querendo me tirar da sala, eu corri , passei por debaixo de suas pernas e vejo meu pai, branco, gelado, morto. No momento não tive reação, mas mesmo assim, sai correndo para fora e aquele garoto que estava na porta saiu atrás de mim, me segurou pelos meus braços e me disse:
- Calma magrela! A morte causa um sentimento ruim, mas porem passageiro, você pode não entender agora, Mas eu vou está aqui do seulado sempre que precisar, jamais te abandonarei. Eu juro!
Ao ouvir isso, me apeguei muito a ele, achava que não poderia viver mais sem ele, sempre que ficava triste eu corria atrás dele e o abraçava. Até que um dia, os avôs dele que eram os donos da fazenda resolveram levá-lo para o centro da cidade de Nova York. Quando soube disso, fui falar com ele, meus olhosencherão de agua e falei:
-Você disse que não iria me abandonar, você jurou!
Ele abaixou a cabeça, e entrou dentro do carro. Após aquele dia achava que não poderia ficar pior, os donos da fazenda despedirão minha mãe e assim, fazendo com que eu e minha mãe nos mudemos para uma casa a alguns quilômetros da fazenda em uma casinha simples. Aos meus 9 anos o dono da fazenda me deu uma carta, era a carta daquele menino, que por incrível que pareça descobri o nome dele pelo envelope.
Ele chamava Alberto, Meu orgulho, e minha ignorância, falou mais alto, peguei a carta, mas nunca cheguei a ler, pois estava muito triste com ele, e o que queria no momento era esquecer-se dele. Ao passar do tempo, fui crescendo, e com meus 10 anos, fui para escola, fiz varias amizades, Mas nenhuma se comparava com minha amizade e a amizade de Alberto. Já fazia tempo que não ouvia falar dele, e ele nunca mais veio para cá. Nunca conheci algum menino que me fizesse me sentir confiante. Gostava muito de Alberto, e nunca me esqueci dele, por mais que tentasse, nunca consegui. Até que contei para minha mãe o que sentia por ele, que sentia falta dele, e no mesmo tempo raiva por ter me deixado. Minha mãe sorriu e me falou:
-Filha isso é normal, isso se chama amor!
-Amor? Respondi, com um ar de quem não entendeu nada. E minha mãe tornou a falar:
-Sim querida, isso é amor, é um sentimento maravilhoso, amar alguém.
Eu não entendendo nada, saí de perto de minha mãe sem que ela percebesse, e sentei na varanda, e comecei a pensar, o que é amor? O que é amar alguém? O que é sentimento? Não sabia o que era isso, só sabia de uma coisa e isso tinha mais do que certeza....
... Que o que eu sentia pelo Alberto nunca passou, nunca me esqueci de seu sorriso, do seu jeito de lua. Nunca o esqueci, fiz varias amizades, mas nenhuma se comparava com a minha e de Alberto. E com meu medo nunca abri aquela misteriosa carta, pois nunca tive coragem. Hoje aos meus 15 anos ainda penso em Alberto, mas não sei o que na verdade sinto por ele, afinal, já se faz 7 anos que não o vejo, nunca mais ouvi falar dele, e não moro mais no Texas, moro com minha mãe e uma tia rica de longe de minha mãe, que nos acolheu aqui em sua casa. Vou a escola pela manhã, e pela tarde fico em casa sozinha pensando nas coisas maravilhosas que vivi, e coisas que ainda viverei. Sou uma garota jovem, com uma vida longa pela frente, Mas que procurei pela minha vida toda, esse sentimento que minha mãe um dia me disse o “amor”... Até hoje não sei o que é sentir amor de verdade, as vezes agente se impressiona com algo ou com alguém, mas nunca saberei se o que sentia pelo Alberto se era coisa de criança, ou se foi alguém em que eu me apaguei mais para suprir a falta que estava sentindo de meu pai , ou se ainda sinto se o visse novamente depois de anos. Finalizo minha história com um ponto de interrogação. Pois o meu maior desejo é descobrir esse amor de verdade, é sentir esse sentimento.
Após um mês de tanto escrever naquele caderno brilhante, que parecia que nunca iria acabar, Após a sua ultima escrita, Helena fecha seu caderno e então pergunta:
-Pronto! Fiz o que me pediu, escrevi minha vida toda ai, agora quero meu desejo realizado!
Então o caderno lhe respondeu:
- Minha linda jovem, posso realizar qualquer desejo, menos de sentir algum sentimento! Pois isso agente não ganha, não compra, isso agente sente, e se quer sentir e descobri-lo isso depende de você, o que posso fazer é ajuda- lá a ir para o caminho correto, Mas já vou logo avisando, para chegar onde deseja passara por várias dificuldades, E tentara desistir muitas vezes. Se quer mesmo correr atrás tem que ser forte!
Helena ao ouvir isso não teve outra resposta, e logo confirmou, pois o que ela mais queria é sentir esse sentimento, descobrir se sente mesmo algo por Alberto, e o que era, pois afinal, ela ainda não se esqueceu dele, sonhava quase sempre com ele, e assim, o caderno ao sentir o tomde voz de Helena, feliz, começou a falar as dicas ...